AAC\OAF 1 – FCA 1

E voltaram os pecados do passado, ou, dito de outra forma (e não tendo eu visto o jogo em Estoril, não posso opinar em concreto sobre se jogamos bem, mal ou assim-assim), mais do mesmo. Sim, “mais do mesmo” porque todos os defeitos que na generalidade se foram apontando às prestações da equipa a partir da 5ª/6ª jornada estiveram evidentes hoje, senão veja-se:

  • equipa inicial com jogadores adaptados -> check
  • ausência de fio de jogo -> check
  • estratégia assente em chuto dos defesas para o ataque -> check
  • poucas oportunidades de golo criadas -> check
  • dessas poucas oportunidades criadas, ainda menor aproveitamento das mesmas -> check
  • quer estando a ganhar, quer a empatar, equipa encolhida e pouco pressionante na zona alta do terreno -> check

e por aí fora….

Sejamos honestos, sérios e imparciais: uma equipa que se apanha a ganhar na 1ª vez que vai à baliza do adversário (mesmo marcando em offside, pois há uma diferença entre usufruir de um atraso intencional de um defesa, ou beneficiar de um ressalto em um defesa) e depois “borra-se” toda – tal como já acontecia com o treinador anterior – descendo as  linhas e não pressionando alto, não “mandando” no jogo (ainda para mais a jogar em casa, contra um adversário directo) arrisca-se a não vencer a partida que está a disputar! Mais, quando ainda assim consegue chegar mais duas vezes à baliza contrária em situações de 1 para 1 e não consegue marcar, aumenta as probabilidades de NÃO VENCER a porra do jogo! E por último, uma equipa que continua a assentar o seu modelo de jogo em passes para as alas, seja para o extremo segurar e tabelar, seja para as costas da defesa buscando a velocidade dos extremos (especialmente do Hugo Seco), limita em muito a sua estratégia para vencer partidas. Diziam-me no fim do jogo “não temos equipa nenhuma” ao que eu respondi “temos jogadores, mas como equipa… pois, tens razão” que é algo que eu ando a dizer há meses!

Isto vai mesmo ser disputado até à última jornada, a menos que tiremos da cartola agora um par de vitórias em Moreira de Cónegos e depois em casa contra o Nacional! Mas, tendo em conta que este jogo poderia perfeitamente ter acabado com uma vitória do Arouca – embora tal fosse injusto – leva-me a ter poucas esperanças que consigamos os 6 pontos nos próximos 15 dias. E depois temos 4 jogos em que se conseguirmos fazer 2/3 pontos vai ser uma maravilha! Ou seja, neste momento – e a menos que consigamos, repito, “tirar da cartola” uns resultados “estranhos”, a nossa maior esperança na manutenção é que – até à jornada 30 – o Gil Vicente e o Penafiel também não o consigam, uma vez que grosso modo vamos jogar os 3 contra os mesmos oponentes! Isto é, e dando um exemplo concreto, esta semana foi o Penafiel-Moreirense, para a semana é o Moreirense-AAC e daqui a 15 dias será o Gil Vicente-Moreirense! Outro exemplo é o Estoril: a semana passada jogamos contra eles, para semana joga o Gil Vicente contra eles e daqui  3 semanas será o Penafiel a jogar contra eles.

Quanto ao jogo de hoje, já disse aquilo que achava, mas assim muito resumidamente: até não entramos mal, tivemos a felicidade de marcar um golo, recuamos logo imenso e demos o domínio ao Arouca, que não conseguiu criar oportunidades “concretas” (com excepção de um cruzamento\remate que o Cristiano tocou por cima da barra) porém andou muito tempo no nosso meio campo. Ainda assim, quando pressionámos alto o Rafael Lopes consegue roubar a bola ao central e depois falha escandalosamente e passados uns minutos o Marinho sozinho em frente ao keeper deles chuta a bola ao lado. Na segunda parte eles entraram com outra postura, ainda mais agressiva (em todos os aspectos, cacete incluído) mas nós mantivemos a nossa toada do “deixa andar”. O Marcos Paulo praticamente só fez asneira (e o Rui Pedro, que o substituiu, não fez nada de especial), eles iam marcando aos 62 minutos mas o Cristiano fez uma defesa do outro mundo e depois, quando o Viterbo ia meter o Diallo (aos 70′) acabaram por beneficiar de um pénalti – existente, na minha opinião – que o David Simão converte muito bem. Nessa altura, e embora eu estivesse a ver as coisas mal paradas, lá reagimos, mas de facto com a estratégia do “chutão para a frente” fica mais díficil! Foi notório que quando conseguimos carrilar jogo com bola no pé, criámos perigo! Etretanto aos 80′ eles ficam reduzidos a 10 (o que nos ajudou sobremaneira), na sequência do livre o Aderlan proporciona grande defesa o redes deles, o Diallo e o Marinho têm hipóteses claras de facturar e o jogo acaba com o Arouca a queimar tempo (algo que nós tb já tínhamos feito antes, diga-se), satisfeito com o empate, pois sempre é mais um pontinho para o bornal.

Individualmente gostei muito da prestação defensiva dos laterais (especialmente o Oualembo) mas achei que os centrais complicaram demasiadas vezes (faz falta o Ricardo Nascimento). Ofensivamente o Esgaio foi o menos mau, mas só nos últimos 10/15′; no meio campo o Marcos Paulo jogou pouco, no meu entender nem deveria ter regressado dos balneários, e “obrigou” o Piloto e o Obiora a trabalhos redobrados. Se a aposta no Marocs Paulo era para ter um gajo a fazer simultaneamente de 8 e de 10, falhou a toda a prova; no ataque o Marinho esteve especialmente bem, que parece ter ganho uma segunda vida (e pode ser que assim o empresário dele pare com as merdas de lhe tentar arranjar clube para a próxima época), e o Hugo Seco assim-assim. O Rafael Lopes continua a trabalhar muito mas faltam-lhe golos. Eu acho que é só falta de confiança, mas de facto aquela perdida é escandalosa!!!

Dos que entraram o Aderlan foi sem dúvida o melhorzinho (mesmo a jogar a extremo) e o Diallo mexeu-se muito, combateu bastante. Do Rui Pedro já falei, infelizmente…

Enfim, vamos então esperar que nas próximas 5/6 jornadas consigamos ir fazendo no mínimo os mesmos resultados que os nossos rivais directos que estão abaxio de nós para que, quando jogarmos contra eles, consigamos ainda ter a hipótese de definir alguma coisa dependendo apenas de nós!

Saudações

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